Onça capturada em Ipatinga é recebida na Usipa e está saudável

A onça capturada no fim da tarde desta quinta-feira (09) na área urbana, em Ipatinga, foi trazida para o Centro de Biodiversidade da Usipa (Cebus) e aparenta bom estado de saúde. De acordo com o responsável técnico pelo Cebus, o médico-veterinário Lélio Costa e Silva, o animal é uma onça parda, também conhecida como suçuarana, e tem, aproximadamente, um ano de idade.

“É um jovem adulto, sem ferimentos, aparentemente bem de saúde e sem sinais de domesticação”, destaca o veterinário. Ainda segundo o veterinário, o animal está magro, um indício de que é um animal silvestre, que anda muito em busca de alimentos.

“Nesta época do ano, de muito calor e chuvas, as presas deste tipo de animal se escondem, fazendo com eles tenham que buscá-las em locais mais distantes. Com as constantes queimadas e desmatamentos, a onça chegou até a área urbana em busca de alimento”, enfatiza Lélio.

Destino da onça

Onças jovens, normalmente, não têm genitálias aparentes. Por isso, não foi possível identificar se o animal capturado é macho ou fêmea. Para verificar isso, seria necessário sedá-lo. “Neste momento, nosso trabalho é desestressar o animal depois de tudo o que ele passou para, em breve, devolvê-lo à natureza. Sedá-lo para verificar o sexo do animal causaria ainda mais estresse”, relata Lélio.

De acordo com o médico-veterinário, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) já prepara o local para soltura do animal. Assim que for definido, o local não será revelado à população para preservar a vida do animal.

O papel das onças na natureza

Onças são predadores naturais do topo da cadeia alimentar e, sem elas, nenhuma floresta sobreviveria. Segundo Lélio, o risco do aparecimento delas em áreas urbanas é maior para o próprio animal do que para o ser humano.

“Elas são essenciais para manutenção do equilíbrio deste tipo de ambiente. Animais de pequeno porte e herbívoros se reproduzem em números muito maiores do que as onças. Se houver superpopulação de herbívoros em florestas, a vegetação pode se tornar escassa e desaparecer. Sem vegetação, a água seca e até mesmo os herbívoros morrerão. Sem florestas e sem água, é impossível ter vida. As onças controlam essa superpopulação e equilibram o meio ambiente”, reforça.

 

Cebus recebe 18 aves vítimas de tráfico de animais silvestres

Ipatinga – O Centro de Biodiversidade da Usipa recebeu, na tarde da última quarta-feira (18), 18 aves silvestres apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A apreensão foi feita durante abordagem de rotina, no posto da PRF, no dia 17 de dezembro (terça-feira), no Km 354 da BR 381, em João Monlevade.

Ao abordar um Fiat Siena da cor vermelha para inspeção de rotina, conduzido por uma mulher e com um homem no carona, oficiais ouviram som de aves vindo do porta-malas. Ao abrir o compartimento, os oficiais encontraram 21 aves, sendo 6 filhotes de araras canindé, 10 araras canindé jovens e 2 papagaios verdadeiros. Os filhotes estavam numa caixa de papelão e os adultos, soltos no porta-malas. Imediatamente após a apreensão, duas jovens araras morreram e outra faleceu durante o trajeto até o Cebus.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, o casal confessou que retirou pessoalmente os filhotes do ninho para vendê-los no município de Caratinga. Eles foram autuados por tráfico de animais silvestres e maus-tratos.

Estado de saúde das aves

De acordo com a bióloga do Cebus, Cláudia Diniz, os animais chegaram desidratados e debilitados. “Agora, as aves encontram-se em recuperação. Parte das jovens-adultas come sozinha e já inicia o processo de voo. Os demais, ainda não aprenderam a se alimentar sozinhos e devem ficar mais tempo no Cebus, detalha Cláudia.

Assim que estiverem emplumados, voando e se alimentando sozinhos, os animais serão disponibilizados para o órgão ambiental competente para a destinação mais adequada.

Cebus lança Programa Pai dos Bichos

O Centro de Biodiversidade da Usipa (Cebus) lançou, oficialmente, na tarde desta quarta-feira (11), o Programa Pai dos Bichos. O projeto é uma iniciativa de patrocínio, com oferta de benefícios, em forma de ferramentas de educação ambiental e publicidade para o patrocinador.

Por meio de uma Instrução Normativa do IBAMA, o Cebus é classificado como empreendimento de pessoa jurídica, constituído de coleção de animais silvestres mantidos vivos em cativeiro, ou em semiliberdade, e expostos a visitação pública, para atender a finalidades científicas, conservacionistas, educativas e socioculturais. O Programa Pai dos Bichos é destinado à manutenção dos animais que, por razões diversas, não podem ser devolvidos à natureza e precisam ser mantidos em cativeiro.

“A iniciativa é uma forma de levar às empresas a oportunidade de se tornarem protagonista das ações de manutenção da fauna que as rodeia. Além disso, a publicidade atrelada aos cuidados com animais silvestres e educação ambiental, é extremamente forte”, destacou o responsável técnico pelo Cebus, o médico-veterinário Lélio Costa e Silva.

Como o programa funciona

As empresas interessadas em participar do Programa Pai dos Bichos devem entrar em contato com o Cebus para fazer a escolha do animal silvestre ou do recinto do zoológico a ser adotado. De acordo com uma tabela da instituição, a empresa destina um valor mensal para manutenção deste animal.

Em contrapartida, a empresa recebe um certificado de adoção do animal do Cebus,  informações trimestrais sobre o animal por meio de boletim eletrônico, tem o logotipo impresso na placa de identificação do animal afixada no recinto e ainda pode trazer grupos de colaboradores, periodicamente, para conhecer o animal adotado e visitar as instalações e atividades do zoológico.

“Nossa expectativa, para além da contribuição financeira, é sensibilizar as empresas e seus respectivos colaboradores, sobre a importância da fauna silvestre para o meio ambiente, sobre os cuidados a serem adotados quando encontrarem um animal silvestre e o despertar sobre a responsabilidade de preservação ambiental ser uma tarefa de todos”, destacou Lélio.

Comunidade também pode participar

A comunidade também poderá contribuir com o Programa Pai dos Bichos, porém de forma diferente. A partir de parcerias com clínicas veterinárias, pet shops e casas de ração, os cidadãos poderão doar qualquer quantidade em dinheiro por meio de caixas coletoras, devidamente identificadas.

O médico-veterinário Rômulo Edgard, parceiro do Cebus em exames e procedimentos mais complexos, foi o primeiro parceiro a aderir ao Pai dos Bichos. Presente ao evento de lançamento, Rômulo recebeu a caixa coletora, panfletos explicativos e se pronunciou sobre a parceria. “Há muitos anos, acompanho a luta do Cebus em benefício dos animais silvestres. Junto com minha equipe, auxilio da melhor forma possível e não poderia deixar de abraçar mais esta importante contribuição”, declarou o profissional.

Interessados em participar do Programa Pai dos Bichos devem entrar em contato com o Cebus pelo telefone (31) 3801-4383 ou pelo email cebus@usipa.com.br

Animais do Cebus são marcados para integração ao plantel do zoológico

Animais do Cebus são marcados para integração ao plantel do zoológico

A equipe do Centro de Biodiversidade da Usipa (Cebus) promove, nesta semana, a marcação dos animais sem condições de retornar à natureza. Para serem integrados ao plantel do zoológico, por força da legislação ambiental vigente, os animais precisam ser identificados por meio de microchip.

De acordo com a bióloga do Cebus, Cláudia Diniz, os animais foram recebidos no zoológico por meio do Programa de Reabilitação Fauna Sem Lar. “São gaviões, papagaios, periquitos, maritacas, curicas e um macaco bugio, todos vítimas de acidentes ou maus tratos. Agora que estão recuperados, não têm condições de retornar à natureza e precisam ser devidamente identificados para integração ao zoológico. Outros tiveram melhor sorte com sua devolução à natureza, num total de 258 animais desde o início do programa”, detalha Cláudia.

Além da implantação do microchip, a equipe do Cebus coletou amostra de sangue para exame de DNA para sexagem das aves e administrou vermífugo para os animais. “Todas as vezes que precisamos, por algum motivo, conter o animal para realizar algum procedimento, aproveitamos a ocasião para examiná-los e vermifugá-los”, acrescenta o responsável técnico pelo Cebus, o médico-veterinário, Lélio Costa e Silva.

Situação das aves

As aves trazidas pela Polícia Militar de Meio Ambiente, pelo Corpo de Bombeiros e pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) para o Cebus chegaram, há cerca de um ano, necessitados de cuidados veterinários. A maioria dos gaviões apresentava fratura por causa de choques na rede elétrica, impacto com veículos e linha com cerol. “As asas dos animais precisaram ser amputadas e, por essa razão, mesmo em boas condições de saúde, não têm a menor chance de sobreviverem na natureza”, pontua Lélio.

As maritacas e papagaios apresentam quadro semelhante quando são acolhidas no Cebus. “Normalmente, são criadas em cativeiro, como animais domésticos, apresentam dependência total do cuidado humano e desnutrição por alimentação incorreta. Nestes casos, depois de reabilitadas, muitas não conseguem reaprender a viver sozinhas na natureza”, explica a bióloga.

Bugio: um macaco cheio de vida

No dia 10 de abril de 2017, os profissionais do Cebus receberam um macaco bugio. Resgatado pelo IEF em Teófilo Otoni, Felipe, como foi carinhosamente batizado, chegou em situação deplorável. Idoso, estava sem forças para subir nas árvores e buscar o próprio alimento. Além disso, o animal apresentava feridas no corpo e elevada infestação de vermes.

“A própria equipe do IEF nos entregou o animal e nos avisou de que ele viria para o Cebus para morrer e descansar”, relembra Cláudia. Entretanto, com o passar do tempo e os cuidados recebidos, Felipe virou o jogo. Aos poucos, voltou a se alimentar, ganhou peso, livrou-se das feridas e, há cerca de um ano, resgatou um hábito típico dos macacos desta espécie: Felipe voltou a vocalizar.

“Os bugios, na natureza, emitem um som capaz de alcançar quilômetros de distância. Esse som emitido por ele serve para marcar território, afugentar possíveis predadores e disputar alguma fêmea. Para nós do Cebus, entendemos que o Felipe anuncia que está vivo”, narra Lélio.

Ao completar dois anos no Cebus, Felipe também foi chipado para, definitivamente, permanecer no zoológico onde foi reabilitado e voltou à vida.

Projeto Fauna Sem Lar

Desde abril de 2017, o Programa de Reabilitação da Fauna Sem Lar é desenvolvido pelo Cebus, juntamente com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a Polícia de Meio Ambiente e a Associação de Proteção Ambiental do Vale do Aço (ARPAVA).

O programa tem o objetivo de receber, tratar, medicar e reabilitar animais da fauna local provenientes de apreensões, resgates, doações voluntárias ou maus tratos. Os animais são trazidos ao Cebus pela Polícia de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros e pelo IEF.

Cebus participa da Ação Cívico Social em Joanésia

Cebus participa da Ação Cívico Social em Joanésia

No último sábado (30), a bióloga do Centro de Biodiversidade da Usipa (Cebus), Cláudia Diniz, participou da 1ª Ação Cívico Social (I ACISO) realizada pelo 14º Batalhão da Polícia Militar, em Joanésia (MG). Estiveram no evento, também, a Banda de Música da 12ª Região de Polícia Militar, da 12ª Cia de Polícia de Meio Ambiente, além da presença dos mascotes PM Amigo Legal e Florestinha.

Segundo a Polícia Militar, aproximadamente, 500 pessoas participaram da ação. Foram montados estandes para oferecer serviços gratuitos à população, como assessoria jurídica, saúde, beleza e orientações sobre alimentação saudável. Na tenda da Polícia Militar, foram repassadas dicas de segurança, orientações sobre preservação ambiental e confecção de carteirinha de Pescador Amador. Além disso, para as crianças, foram realizadas muitas brincadeiras, pula-pula e algodão doce. 

“A Polícia de Meio Ambiente realiza importante trabalho de combate ao tráfico de animais silvestres e educação ambiental. Esses são também objetivos do Cebus, assim essa união de forças sempre traz resultados positivos para a preservação da biodiversidade”, declara a Bióloga do Cebus, Cláudia Diniz.