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Centro de Biodiversidade da Usipa comemora o nascimento de uma arara Canindé
 

 

O Centro de Biodiversidade da Usipa (Cebus) comemorou, recentemente, o nascimento de uma arara Canindé. O filhote nasceu no final de dezembro e já está fazendo pose para as fotos  

As araras Canindé também são conhecidas como arara-de-barriga-amarela. De acordo com o guia “Aves do Brasil – Mata Atlântica do Sudeste” da Wildlife Conservation Society, as aves são raras e em declínio na região Sudeste. As aves vivem em mata e áreas abertas próximas, em geral onde há palmeiras. Devido à beleza e cores das penas, são alvo de contrabando.

O tráfico de animais é a terceira maior atividade clandestina, perdendo apenas para o tráfico de drogas e armas. Ao serem retirados do seu habitat, esses animais deixam de executar sua função biológica, o que ocasiona considerável perda na biodiversidade. Muitos não sobrevivem durante o transporte, outros não se adaptam ao cativeiro ou ao tratamento doméstico e, a maioria, não tem oportunidade de reprodução por serem mantidos isolados.

Os pais da pequena arara Canindé foram vítimas do tráfico. Juntamente com outras 15 aves, o casal foi resgatado pela Polícia Militar Ambiental, no fundo falso do banco de um caminhão, e encaminhado ao CEBUS pelo IBAMA em 1999. Na época, as aves eram filhotes e foram tratadas na Usipa, pela equipe do Cebus, pois não tinham condições de retornar à natureza. Agora, estão se reproduzindo.

Quem quiser conhecer o filhote, ainda terá que aguardar um pouco mais, pois eles só deixam o ninho com cerca de três meses de vida.

Como as araras se reproduzem

De acordo com a bióloga Cláudia Diniz, os casais de araras Canindé se reproduzem, em média, a cada dois anos. “Esta é a terceira vez que as Canindés se reproduzem no Cebus. Há dois anos, esse mesmo casal teve um filhote. No ano passado, outro casal reproduziu. O ideal seria que estivessem na natureza, em seu habitat. A reprodução na USIPA é motivo de muita alegria e um indicativo de que o zoo vem cumprindo bem o seu papel na conservação das espécies”, explica Cláudia.