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CEBUS celebra Dia Mundial da Vida Selvagem
 

 

O Centro de Biodiversidade da Usipa (CEBUS) celebra, no dia 3 de março, o Dia Mundial da Vida Selvagem 2018. A data foi instituída em 2013, pela Organização das Nações Unidas (ONU), para festejar a biodiversidade mundial e promover a relação saudável entre os seres humanos e as espécies selvagens.

Neste ano, o tema escolhido foi “Grandes Felinos”. “Os grandes felinos são predadores do topo da cadeia alimentar. Se forem extintos da natureza, há o risco de florestas inteiras desaparecerem. Isso já ocorreu, por exemplo, na Austrália, numa região onde, sem a presença de grandes predadores, roedores se reproduziram em excesso e consumiram extensas áreas florestais”, explica a Cláudia Diniz, bióloga do CEBUS.

Nas dependências do CEBUS, vivem três grandes felinos trazidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama): a onça -pintada Tinoco e as onças- pardas Márcio e Fernando. Os três chegaram ao CEBUS em 2009 e 2011, e recebem todos os cuidados necessários enquanto aguardam por fêmeas para se reproduzirem.

“Os zoológicos são uma alternativa para grandes felinos e outros animais em risco de extinção. Num ambiente controlado, eles são selecionados para acasalar, reproduzir e seus filhotes poderão ser devolvidos à natureza em locais onde realmente possam sobreviver”, destaca Cláudia.

Conscientização ambiental

De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécies da fauna silvestre, nativos, ou em rota migratória sem a devida permissão, licença ou aprovação da autoridade competente, ou em desacordo com ela, prevê pena de seis meses a um ano de detenção e multa. Entretanto, é comum encontrar animais silvestres mortos.

“No Parque Estadual do Rio Doce (PERD), as onças passaram a caçar gado de criadores da região no lugar de suas habituais presas na mata. Um grande trabalho de conscientização da população, em conjunto com pesquisadores, vem auxiliando a tornar a convivência mais tranquila e reduzindo os conflitos nas regiões do entorno do PERD. A redução da população de onças coloca em risco toda a mata”, alerta Cláudia.