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Cebus recebe mais um lobo-guará para tratamento
 

 

No curto espaço de uma semana, o Centro de Biodiversidade da Usipa (Cebus) recebeu dois lobos-guarás para tratamento. O primeiro chegou dia 19/08 com uma infecção no ouvido e no dia 26/08, outro lobo foi trazido ao Cebus pelo Instituto Estadual de Florestas, vindo de Governador Valadares. Desta vez, foi um animal atropelado que estava com uma grave fratura na perna.

O lobo foi encontrado na zona rural de Governador Valadares por um trabalhador de uma fazenda e foi resgatado pelos profissionais do IEF. Devido à gravidade das lesões, o animal foi operado por uma equipe de veterinários de uma clínica de Ipatinga. O estado de saúde do lobo requer cuidados que serão adquiridos no Cebus.

“Os lobos receberam os nomes de Leão e Fêmur. Leão, que estava com uma otite, se recuperou muito bem e deve voltar à natureza em alguns dias. Fêmur, que fraturou a perna, ainda permanecerá em tratamento e avaliação por mais tempo”, conta o médico-veterinário responsável técnico do Centro de Biodiversidade da Usipa, Lélio Costa e Silva.

Projeto de Reabilitação Fauna Sem Lar

O Cebus, em parceria com Associação Regional de Proteção Ambiental do Vale do Aço (ARPAVA), o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Policia Militar Ambiental, desenvolve o Programa de Reabilitação da Fauna Sem Lar que recebe, trata, reabilita e encaminha animais para a soltura, sempre orientada e acompanhada pelo IEF.

Sobre o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)

Conforme Cláudia Diniz, bióloga do Cebus, o lobo-guará é o maior canídeo nativo da América do Sul, ocorrendo no Cerrado e Pampas. Ao longo dos anos, sua área de ocorrência vem sofrendo alterações, se expandindo em algumas regiões e diminuindo em outras. Na porção leste, tem se expandido para regiões originalmente ocupadas por Floresta Atlântica que, com o desmatamento das florestas, se tornaram áreas abertas e capoeiras, ambientes mais apropriados para o lobo-guará. É uma espécie ameaçada de extinção classificada como Vulnerável. O Brasil abriga o maior número de animais, cerca de 22.000 estão em território brasileiro. Ao contrário dos outros lobos, esta espécie não forma alcatéias e tem hábitos solitários, juntando-se apenas em casais durante a época de reprodução. Com hábitos de caça crepuscular, alimentam-se de pequenos mamíferos, roedores e aves, além de vegetais, o que faz dele um animal onívoro.